A única novidade, agora, é que o governo celebra esse estado de coisas em vez de lamentá-lo como prova inequívoca de que a concorrência democrática normal foi extinta, de que, eliminada toda possibilidade de divergência ideológica, só o que sobrou foi a disputa de cargos entre grupos ideologicamente afins, isto é: o regime de partido único, com suas várias subcorrentes internas nomeadas como “partidos” só como concessão verbal provisória a eventuais nostalgias democráticas remanescentes, cada vez mais débeis e conformadas. A obscena alegria presidencial diante dessa monstruosidade prova que a substituição da democracia genuína pelo “centralismo democrático” leninista tem sido o objetivo de toda a esquerda brasileira há várias décadas, finalmente realizado acima de qualquer possibilidade de reversão do estado de coisas.
Olavo de Carvalho, em artigo recente.
Lembram? Cada dia compreendo que o conservadorismo é uma linha de livre pensamento, que por terem agentes sinceros produzirá uma concórdia. Fico contente de minha observação (por mais que seja uma obviedade que poucos querem ver) tenha sido embasada por um observador político de maior relevância que eu.




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O TrOgLoDiTA - Partido Único // setembro 22, 2009 às 5:46 am |
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